Nem tudo que é cool é novo

bolsa_gucci_bambu_carla_bruni1

A profissão de cool hunter é super nova. Além de empresas da indústria da moda, muitas outras empresas dos mais variados setores  – automobilismo, cosmética, gastronomia – já reconhecem a importância que esse profissional tem para a busca de novas tendências.

Um produto “cool”, por exemplo, pode estar dentro da história de uma marca. Foi o que aconteceu com a Gucci que a partir da contratação do estilista Tom Ford (1994-2004) – que não faz mais parte do casting da marca – e até os dias de hoje com a estilista Frida Giannini, tem relançado alguns produtos que já foram quentes, ou seja, vendidos, vistos e usados e voltaram a ser “cool”, redondinhos com as tendências atuais.

É o caso da bolsa Bambù, recentemente relançada para a coleção primavera verão 2010 e já está sendo usada pela primeira dama da França Carla Bruni (que se considera uma francesa ex-italiana). A bolsa bambù nasceu em 1947, não porque o bambu estava super “in” na moda,  mas porque a crise na Itália era fortíssima e o couro precisava ser substituído por materiais mais baratos. A bolsa bambù é uma das bolsas mais icônicas da marca.

Hoje, o bambu é um material que tem tudo a ver com a moda ecológica e a green economy, ou seja, a pesquisa de tendências da Gucci descobriu um produto que estava congelado na história da marca e que tem tudo a ver com as “new trends”, pelo menos 50 anos depois do seu primeiro lançamento.

A nova bolsa bambù é da coleção primavera verão 2010 da Gucci.

bolsa_gucci_bambu_carla_bruni2

Fotos: Gucci/AFP

About the Author